O discurso é muito bonito, e é sempre a mesma coisa, chega a ser uma injeção com fortíssimas doses de esperança ouvir tantas palavras progressistas, seja da boca de quem for - até mesmo da minha, não sejamos hipócritas já no início do texto, a deixemos para o final.
Mas o tal discurso então questionado, acaba se tornando retórica. E na primeira oportunidade que um determinado indivíduo tem, ele corrompe-se, cretinamente à seus princípios. É realmente bonito ouvir tantas blasfêmias, muito bonito mesmo. Mas acontece que, empurrar pseudo-conceitos com a barriga dessa forma não durará para sempre, e a paciência não será uma virtude eternamente.
Comum ouvir tantos brasileiros reclamando de seus políticos, os cariocas aborrecidos com sua polícia, os negros pedindo o fim do preconceito e os asiáticos inconformados com seu pequeno membro. Daí que, esses mesmos injustiçados sedentos por legalidade, donos de belos textos anti-crime como este são também os primeiros a cometerem pequenos delitos. Quem reclama de tais, um dia ou outro acaba avançando um sinal e oferecendo o 'dinheiro do café' para o guarda; acaba um dia ou outro se revoltando com os altos preços da SKY e colocando uma cable-tv à gato em casa; acaba um dia ou outro comprando um filme pirata, não devolvendo o troco errado ao senhor da venda, baixando um mp3 na internet ou até mesmo colando na escola, o que seria por lei - acredite ou não - violação dos direitos à propriedade intelectual.
O que separa um crime banal como o exemplo de roubar o troco do senhor da venda de um desvio de verbas em Brasília é uma escala. A diferença é de escala. Pois o crime, pequeno ou grande, continua sendo crime. E quando se é criado em meio a essa falsidade ideológica, é difícil ter esperanças a longo prazo. Elas talvez sejam preenchidas pelas injeções do primeiro parágrafo, mas não passam de meras injeções mesmo, com seu efeito superficial e imediato. Pois, pensando nessa mesma linha de raciocínio, o que separa um cara que por 1 real engana o vendedor de salgados de outro que rouba 30.000 de cofres públicos? A resposta é a falta de oportunidade que um deles tem para roubar tanto dinheiro.
Exageros - também em escala - ou não, generalizando, somos todos uns vermes transvestidos de gente. Ora engomados num terno, ora desleixados numa roupa casual. Não importa o traje, e nem que o troquemos inúmeras vezes, a máscara nunca cairá mesmo. Esse é o mundo em que o fingimento de bondade de idéias e opiniões apreciáveis se tornou uma arte.
E são por esses motivos que escrevi isso, para que pelo menos por enquanto, eu não tenha que assumir que hoje não paguei o salgado que comi no quiosque do Tadeu.
Mas o tal discurso então questionado, acaba se tornando retórica. E na primeira oportunidade que um determinado indivíduo tem, ele corrompe-se, cretinamente à seus princípios. É realmente bonito ouvir tantas blasfêmias, muito bonito mesmo. Mas acontece que, empurrar pseudo-conceitos com a barriga dessa forma não durará para sempre, e a paciência não será uma virtude eternamente.
Comum ouvir tantos brasileiros reclamando de seus políticos, os cariocas aborrecidos com sua polícia, os negros pedindo o fim do preconceito e os asiáticos inconformados com seu pequeno membro. Daí que, esses mesmos injustiçados sedentos por legalidade, donos de belos textos anti-crime como este são também os primeiros a cometerem pequenos delitos. Quem reclama de tais, um dia ou outro acaba avançando um sinal e oferecendo o 'dinheiro do café' para o guarda; acaba um dia ou outro se revoltando com os altos preços da SKY e colocando uma cable-tv à gato em casa; acaba um dia ou outro comprando um filme pirata, não devolvendo o troco errado ao senhor da venda, baixando um mp3 na internet ou até mesmo colando na escola, o que seria por lei - acredite ou não - violação dos direitos à propriedade intelectual.
O que separa um crime banal como o exemplo de roubar o troco do senhor da venda de um desvio de verbas em Brasília é uma escala. A diferença é de escala. Pois o crime, pequeno ou grande, continua sendo crime. E quando se é criado em meio a essa falsidade ideológica, é difícil ter esperanças a longo prazo. Elas talvez sejam preenchidas pelas injeções do primeiro parágrafo, mas não passam de meras injeções mesmo, com seu efeito superficial e imediato. Pois, pensando nessa mesma linha de raciocínio, o que separa um cara que por 1 real engana o vendedor de salgados de outro que rouba 30.000 de cofres públicos? A resposta é a falta de oportunidade que um deles tem para roubar tanto dinheiro.
Exageros - também em escala - ou não, generalizando, somos todos uns vermes transvestidos de gente. Ora engomados num terno, ora desleixados numa roupa casual. Não importa o traje, e nem que o troquemos inúmeras vezes, a máscara nunca cairá mesmo. Esse é o mundo em que o fingimento de bondade de idéias e opiniões apreciáveis se tornou uma arte.
E são por esses motivos que escrevi isso, para que pelo menos por enquanto, eu não tenha que assumir que hoje não paguei o salgado que comi no quiosque do Tadeu.

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